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RGPD promove corrida ao investimento em segurança e privacidade de dados

Investimento em segurança e privacidade de dados

Algumas conclusões do maior estudo mundial de liderança em TI.

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  • Estudo Harvey Nash/KPMG ouviu líderes de TI de 84 países, incluindo Portugal.
  • Ameaças à cibersegurança alcançam máximo de todos os tempos.
  • Apenas um quinto dos líderes de TI está bem preparado para um ciberataque.
  • Mais de um terço das organizações pode não estar em conformidade com o RGPD.

De acordo com o estudo "2018 Harvey Nash/KPMG CIO Survey", as empresas aumentaram o investimento em segurança e privacidade dos dados numa corrida para garantirem a conformidade com o Regulamento Geral de Protecção de Dados (RGPD) e evitarem a violação de dados, que alcançou um recorde histórico.

O maior estudo mundial de liderança em TI, que analisa respostas de organizações com investimentos anuais combinados em cibersegurança de $46 mil milhões1, concluiu que, face a 2017, mais 23% dos entrevistados estão a prioritizar melhorias na cibersegurança, numa altura em que as ameaças de crimes cibernéticos atingem um recorde histórico, ao mesmo tempo que a gestão do risco operacional e da conformidade se tornou numa prioridade crescente (mais 12%). Estas duas áreas representam as iniciativas de TI com maior foco nos conselhos de administração das empresas.

Rui Gonçalves, Partner de IT Advisory da KPMG em Portugal indica: "Os resultados deste ano mostram-nos que há uma atenção crescente aos temas de cibersegurança e também de privacidade e governance de dados pessoais, algo a que não será indiferente a entrada em vigor do RGPD e o aumento dos incidentes de cibersegurança a nível global."

Os líderes de TI enfrentam hoje a tarefa de disponibilizar dados relevantes e centrados no cliente num ambiente repleto de riscos. Ameaças à confiança e privacidade dos dados continuam a dominar a atenção dos CIOs, mas ao mesmo tempo que as medidas para melhorar a segurança estão em curso, mais de um terço dos entrevistados (38%) previa não estar em conformidade com o RGPD no prazo estipulado. Além disso, 77% dos líderes de TI estão "mais preocupados" com a ameaça de cibercrimes organizados, contra 71% no ano passado e apenas 22% afirma estar bem preparado para um ciberataque.

O estudo concluiu que a confiança é o novo campo de batalha para as TI, à medida que tentam equilibrar o potencial da geração de receita da utilização de dados dos clientes com as necessidades de privacidade e segurança. As empresas que melhor gerem este equilíbrio (as que estão centradas no cliente) têm 38% mais probabilidade de reportar maior rentabilidade do que os seus concorrentes. No entanto, o esforço para proteger os dados originou uma grande procura por competências de "segurança e resiliência", que representam o maior salto na escassez de competências, aumentando 25% face ao ano anterior.

"Os CIOs têm um caminho difícil", salienta Albert Ellis, CEO da Harvey Nash. "Por um lado, o conselho de administração pede-lhes que alavanquem a inovação, promovam a transparência e, face às crescentes violações de dados, garantam o uso responsável da informação dos clientes. Por outro lado, os boards estão a aumentar o escrutínio e a pedir melhores relatórios de cibersegurança, resiliência e integridade dos dados, à medida que reguladores e consumidores se tornam mais exigentes relativamente aos dados pessoais. As organizações que conseguirem este equilíbrio, entre inovação e governance, estão mais bem posicionadas para competir num ambiente tecnológico cada vez mais complexo."

"O aparentemente inevitável ciberataque cruza todas as fronteiras e entrou nas discussões dos conselhos de administração", refere Akhilesh Tuteja, Global Cyber Security Services Co-Leader da KPMG Internacional. "Proteger o negócio de um ataque cibernético subiu mais na agenda do conselho de administração do que qualquer outro item e os líderes de TI estão a ser encorajados a melhorar as suas defesas o melhor possível."

O movimento em direcção às plataformas e soluções digitais está a ser um grande desafio para os CIOs. Embora as organizações reconheçam que uma estratégia digital eficaz é fundamental para a segurança dos dados, muitas ainda enfrentam problemas – 78% afirmam que a sua estratégia digital é apenas moderadamente eficaz ou pior. Mais de um terço das empresas (35%) não consegue contratar e qualificar as pessoas necessárias com competências digitais. E quase uma em cada dez (9%) considera que não existe uma visão ou estratégia digital clara.

Para potenciar o sucesso digital, os Chief Digital Officers (CDOs) estão a demonstrar o seu valor. As organizações com um CDO, seja numa função dedicada ou actuante, têm duas vezes mais probabilidade de ter uma estratégia digital clara e persistente do que aquelas que não têm um CDO (44% vs 21%). O estudo também demonstra que as organizações mais influentes e bem-sucedidas são adeptas fervorosas da entrega de valor de e para os clientes – as organizações customer centric têm 38% mais probabilidade de relatar maior rentabilidade do que as que não o são.

Liderança feminina em TI avança devagar

  • A liderança feminina em TI continua numa tendência lenta, chegando este ano a 12% (10% no ano passado).
  • As mulheres representam apenas um em cada cinco elementos (21%) das equipas de tecnologia.
  • A indústria parece estar significativamente dividida quanto à importância da diversidade para o sucesso do negócio. Quase um quarto (24%) dos executivos de TI afirma que a inclusão e a diversidade não influenciam o cumprimento de objectivos de negócio e de tecnologia. Quase metade (47%) relata que têm alguma influência, e 30% diz que a inclusão e a diversidade impactam os objectivos de negócio e tecnológicos em grande escala.

Big Data e Analytics continuam a liderar as competências necessárias

  • Dois terços (65%) das organizações dizem que a escassez de competências está a impedi-las de acompanhar o ritmo da mudança.
  • Pelo quarto ano consecutivo, Big Data e Analytics são apontadas como as principais competências em falta (46%).

Sobre o Harvey Nash/KPMG CIO Survey

No vigésimo ano em que é publicado, o estudo “Harvey Nash/KPMG CIO Survey” é o maior do mundo em termos de número de entrevistados. Envolveu 3958 CIOs e líderes de tecnologia, e foi realizado entre 20 de Dezembro de 2017 e 3 de Abril de 2018 em 84 países, incluindo Portugal. Para mais informação sobre o estudo ou para solicitar uma cópia completa dos resultados, visite www.hnkpmgciosurvey.com.

Sobre a Harvey Nash

A Harvey Nash tem ajudado mais de metade das principais empresas do mundo a recrutar, contratar e gerir os talentos que precisam para ter sucesso num mundo cada vez mais competitivo, global e impulsionado pela tecnologia. Com mais de 2.500 colaboradores em 36 geografias, tem o alcance e os recursos de uma organização global, ao mesmo tempo que fomenta uma cultura de inovação e agilidade que capacita os colaboradores a endereçar as necessidades em constante mudança dos seus clientes. Trabalha com grandes e pequenas empresas num portefólio de serviços que inclui procura de executivos, recrutamento profissional e outsourcing de TI.

Sobre a KPMG

A KPMG é uma rede global de firmas profissionais que prestam serviços de auditoria, fiscalidade e consultoria. Estamos presentes em 154 países com 200 mil profissionais a trabalhar nas firmas membro a nível mundial. Em Portugal, a KPMG tem escritórios em Lisboa e no Porto com 50 membros da Partnership e mais de 1100 colaboradores. De forma apaixonada e com propósito trabalhamos lado-a-lado com os nossos clientes, combinando abordagens inovadoras com uma vasta experiência, de forma a entregar resultados reais.

1 O Instituto Ponemon calculou que o custo médio da cibersegurança em 2017 para as empresas atingiu $11,7 milhões. O estudo da Harvey Nash/KPMG entrevistou 3.958 líderes de TI, de modo que o custo total anual estimado da segurança cibernética para as organizações que participaram no estudo é de $46,3 mil milhões.

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