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Foco nas pessoas

Foco nas pessoas

*Charles Schramm

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Não existe nada permanente em relação a uma cidade. Assim como organismos vivos, ela está sempre em constante transição. Com a globalização, a competição entre elas cresceu, acelerando ainda mais o ritmo das mudanças. 

Muitos governantes têm dado prioridade ao tipo de empresa ou indústria que almejam atrair para o município. Entretanto, experiências recentes revelam que as cidades precisam mudar o foco para o tipo de pessoas que desejam atrair. São elas que geram prosperidade, abrem negócios e constroem comunidades. Se as cidades conseguirem atrair residentes com perfil que se alinham à visão local, especialmente jovens criativos, as empresas, eventualmente, seguirão esses talentos. Tais regiões serão reconhecidas como os locais ideais para novas indústrias e qualidade de vida.

O cenário de contraste entre as áreas urbanas que mais crescem (todas localizadas nos países em desenvolvimento) e as que mais encolhem (muitas situadas na Europa) é desolador. Londres sempre teve um histórico de ser uma supercondutora de talentos, atraindo pessoas de todas as partes do mundo.
Entretanto, em 2014, o número de indivíduos com idade entre 25 e 35 anos que deixou a capital foi maior, pela primeira vez em vinte anos, do que o que se mudou para ela. Muitas dos que estão saindo procuram outras regiões do mundo que estão em busca de quem está disposto a fazer parte da população residente e que ofereçam oportunidades de trabalho, desenvolvimento de carreira, cultura e outros aspectos de bem-estar. Hong Kong, Dubai e Berlim são alguns desses destinos.

As circunstâncias são as mais variadas, mas assim que os líderes tiverem identificado quem eles querem atrair — empreendedores, famílias jovens ou pessoas criativas — eles poderão planejar seu futuro e criar estratégias de crescimento adequadas. A cidade de Incheon, na Coreia do Sul, por exemplo, almeja atrair especificamente expatriados, e as autoridades estão, consequentemente, projetando a visão de toda a cidade para atraí-los.

Nesse sentido, a comunicação e infraestrutura são primordiais para conseguir seduzir o público alvo. Um bom planejamento que contemple tudo, desde as instalações públicas até as habitações, passando por áreas verdes e os sistemas de tratamento de águas residuais são fundamentais.

Diante disso, o tempo é o maior desafio em termos de concretização bem- sucedida de qualquer planejamento. Faz-se necessária uma forte determinação para dar continuidade ao plano, especialmente, se ele envolver a criação de uma cidade para as pessoas que ainda não vivem nela. Serão necessários de oito a quinze anos para mudar a população e a dinâmica de uma cidade. Isso não se encaixa tão facilmente nos ciclos políticos. Em alguns casos, o impulso para a mudança precisa partir de um nível superior do sistema político.

Em Pittsburgh, nos Estados Unidos, os líderes de universidades procuraram aproveitar o legado da cidade como a “cidade do aço” para ajudá-la a tornar-se um centro de inovação. Em outras regiões, líderes empresariais ou outros representantes de comunidades podem encabeçar tal mudança. 

Seja quem for o responsável pela criação do planejamento, essa pessoa deve agir rapidamente para reverter todo e qualquer declínio em termos de receita ou população. Muitas cidades precisam começar a trabalhar imediatamente para identificar de quem elas precisam para impulsionar a economia. Assim que tiverem identificados quem serão os habitantes no futuro, elas poderão dedicar-se à criação do ambiente adequado para atraí- los.

*Charles Schramm é sócio da KPMG no Brasil

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