O otimismo responsável dos CEOs

O otimismo responsável dos CEOs

Pedro Melo

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Apesar da crise prolongada, da retração do consumo, aumento do desemprego e seus impactos nas distintas cadeias produtivas, os CEOs brasileiros acreditam na reversão do cenário, fazendo uma leitura conjuntural realista. Esse otimismo responsável está expresso em pesquisa inédita da KPMG, realizada com 50 presidentes de empresas, que traçou um panorama de suas expectativas quanto à expansão dos negócios, aos desafios e às estratégias para os próximos três anos.

O relatório aponta que 58% dos altos executivos mantêm-se confiantes e acreditam na retomada do crescimento do País e na melhoria de resultados de suas organizações em curto prazo. É interessante notar que 26% deles afirmam estar “muito confiantes”. Tal sentimento, contudo, está condicionado à capacidade de as empresas atenderem com êxito a três fatores importantes.

O primeiro refere-se à implementação de tecnologias inovadoras, definida como uma das prioridades estratégicas ao longo dos próximos três anos. A este quesito, seguem-se a diversificação dos negócios, com a abertura de novas áreas, e o fortalecimento do foco no cliente, com a melhoria do atendimento às suas necessidades e da capacidade analítica dos dados relativos ao consumo.

A questão da inovação aparece como um dos principais temas da agenda e um dos aspectos mais importantes da organização. Torna-se item da estratégia de negócios! Fica clara a relevância de se promover toda uma cultura de inovação. No tocante à implementação eficiente do uso de dados e análises (data & analytics), os CEOs acreditam que possa auxiliar na busca de novos clientes e na delimitação de públicos-alvo para as campanhas de marketing, bem como na orientação para as estratégias e mudanças.

Por outro lado, a pesquisa revela algumas preocupações dos presidentes que podem inibir o crescimento de suas empresas. No topo da lista, aparece a questão da regulamentação, seguida do posicionamento das firmas em termos de serviços e produtos e do impacto da economia global. Para eles, a fidelidade dos clientes e a influência dos millennials, a chamada geração Z, também podem causar impacto nos negócios. Com relação aos riscos de mercado, a grande maioria pensa que as empresas encontram-se preparadas para enfrentá-los.

Nesse quesito, o risco de segurança cibernética é apontado como o mais preocupante, seguido dos regulatórios e de reputação da empresa ou da marca. Setenta e seis por cento dizem que as organizações estão pouco adequadas para enfrentar um evento cibernético. Apenas 24% acreditam que estejam totalmente preparadas.

Quando são discutidos os fatores externos capazes de influenciar o desempenho da organização, os dirigentes brasileiros mostraram-se preocupados com aqueles de ordem socioeconômica e política, como eleições, manifestações e instabilidade social, definidos como os mais impactantes nos próximos três meses. Com relação aos novos mercados, os maiores potenciais de crescimento ainda estão em alguns países do BRIC, como a Índia e a China, e nos Estados Unidos.

De maneira geral, podemos ressaltar que os CEOs não estão de braços cruzados à espera de bons ventos. Estão ajustando as estratégias de curto e de longo prazo à realidade econômica do País. Além disso, procuram alternativas para o crescimento, como joint ventures, alianças e parcerias, numa estratégia para responder às mudanças em tempo hábil e manter suas empresas saudáveis e competitivas. Em síntese, a pesquisa ratifica a conhecida capacidade de superação dos empresários e executivos brasileiros.

*Pedro Melo é o presidente da KPMG no Brasil e membro do Conselho de Administração, do International Council e do Global Executive Team da KPMG International.

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