A conta não fecha?

A conta não fecha?

Passados os anos de euforia proporcionada pelo aumento do poder de consumo e pelo crescimento econômico, as empresas passam por queda das vendas.

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* Por Paulo Siqueira

Passados os anos de euforia proporcionada pelo aumento do poder de consumo da população e pelo crescimento econômico, as empresas passam por sensível queda das vendas e, com margens mais apertadas, têm que refazer os cálculos para ver se a conta fecha. Para não ter que cair no caminho da recuperação judicial (e até da falência), muitas estão apertando o cinto. Na Região Nordeste, não seria diferente. Com a redução do poder aquisitivo, alguns setores estão verificando nos demonstrativos financeiros o impacto disso. Os mais afetados sem dúvida são a Indústria e Serviços que, principalmente no Ceará, têm forte atuação no setor têxtil, calçadista e varejo.

Diante desse contexto, resta às empresas rediscutir as estratégias financeira e operacional, bem como rever os processos. Reestruturação é a palavra de ordem. Neste caso, o primeiro passo buscar é a redução de custos. Mas nem sempre cortes são tão simples e, se mal executados, podem afetar a competitividade empresarial. A redução de custos precisa ser feita de forma racional e saudável.

Um levantamento feito pela KPMG mostra alguns dados referentes a uma potencial redução por linha de custos. Em uma lista de 15 categorias, foi possível ter uma diminuição estimada em telefonia, por exemplo, de até 22%. Em segundo lugar, material de escritório com 12%; em terceiro, embalagens de madeiras e manutenção predial com 10%; e em quarto estão pallets, manutenção industrial, conservação, portaria e vigilância e MRO (Manutenção, Reparos e Operações) com 7%. São categorias que podem apresentar um resultado mais efetivo do que a demissão de pessoal, ao contrário do que muita gente pensa.

Importante salientar que o planejamento estratégico e orçamentário integrado a um programa de redução de custos será melhor do que a implementação de ações isoladas. Dessa forma, as pessoas envolvidas podem entender quais são os principais drivers de transformação estratégica. A partir daí, é garantir o comprometimento das lideranças em implementar as iniciativas selecionadas e acompanhar os resultados esperados.

Nos casos extremos, projetos de redução de custos devem ser combinados com a reestruturação de dívida. A “virada de mesa” deve incluir: renegociação da dívida; foco na geração de caixa; eliminação de redundâncias de processos e de pessoal; racionalização do portfólio de produtos e revisão da estrutura e da administração tributária e fiscal. É, sem dúvida, um projeto mais ousado, que exige apoio da direção e acionistas.Desde que bem realizados, projetos de redução de custos podem trazer resultados expressivos no curto e médio prazos. Além disso, podem evitar o aumento do endividamento em cenário macroeconômico incerto e com taxas de juros mais elevadas.

* Paulo Siqueira é diretor da KPMG 

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