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A nova era da inteligência regulatória

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Transformação digital

Sócio - Management Consulting - Technology, Media & Telecom

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No jogo da transformação digital não existe meio termo. Alguém sempre assumirá a liderança e será o agente da mudança. A melhor escolha é conduzi-la dentro da própria organização e fora dela. Esse raciocínio ficou ainda mais evidente no 4º Simpósio Internacional de Automação Inteligente, realizado pela KPMG, quando diversos participantes destacaram que as máquinas são cada vez mais “humanas”. De acordo com a Microsoft, a paridade no comportamento atualmente já corresponde a 96% para visão, 94% em fala, 88% em leitura de texto e 70%% em tradução. Nesse sentido, o processo de inovação que tem sido observado reúne potencial para transformar totalmente negócios e mercados.

A função regulatória é um dos alvos de alta atratividade para a transformação digital. O volume de regulamentos e a complexidade crescente oferece uma oportunidade excepcional para a melhoria da qualidade da observância enquanto reduz drasticamente o custo associado. Estudos globais da KPMG revelam que mais de 80% de investidores têm pouca visibilidade dos riscos regulatórios e o consideram um grande desafio aos negócios. Implantar e manter obrigações regulatórias gera custos elevados que, de acordo com o Instituto Internacional de Finanças (IIF), podem chegar a US$ 1 bilhão por ano.

Muito além do risco, está a estratégia regulatória, que fundamenta a capacidade de organizações extraírem a inteligência necessária para maior qualidade na tomada de decisões, estabelecendo uma visível relação entre regulamentos, penalidades e desafios de negócio. A produtividade regulatória, impulsionada pela utilização de tecnologias como Robotic Process Automation (RPA), Inteligência Artificial, Data & Analytics e Blockchain, oferece potencial de transformação do arcabouço legal e regulatório tradicionalmente construído com documentos físicos, e-mails e papéis, enquanto novas tecnologias são estruturadas de forma digital, uso intenso de dados e horas de trabalho 24x7.

Partindo para além da aplicação das tecnologias nos processos de negócio, está a importância do desenvolvimento de modelos mentais que fundamentalmente transformem a forma como podemos atingir resultados superiores. Trata-se de um fator frequentemente esquecido e diretamente associado aos casos de insucesso de transformação. Algumas regras de ouro são essenciais ao repensar a jornada regulatória:

  1. Implementar tecnologias para reduzir custos, aumentando a produtividade;
  2. Transformar a abordagem tradicional de atendimento a obrigações regulatórias para abordagem com base em dados e inteligência regulatória;
  3. Atuar para suportar o negócio, direcionando esforços para melhorar a operação com base nos maiores problemas e maiores riscos de punições;
  4. Construir forte relação com o ecossistema de inovação;
  5. Adotar novas técnicas de trabalho e modelos mentais.

Os agentes reguladores vêm incentivando a adoção de novas tecnologias para facilitar a entrega de obrigações, alguns com frequente posicionamento público como Financial Conduct Authotity (FCA), Prudential Regulations Authotity (PRA), International Telecommunications Union (ITU), National Association of Regulatory Utility Commissioners (NARUC), entre outros. Como a transformação digital é componente fundamental na estratégia de setores altamente regulados, é importante que as organizações estejam cada vez mais preparadas para implementar um ecossistema de serviços capaz de entender de forma ampla os impactos da inovação no modelo tradicional e executar jornadas de transformação gerando resultados tangíveis expressivos.

*Dustin Pozzetti é sócio de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações e líder de Regulação da KPMG no Brasil.

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