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Auditoria e gestão transparente no agronegócio brasileiro

Auditoria e gestão transparente no agronegócio

O Brasil figura como um dos maiores exportadores de produtos agropecuários do planeta, e deve incorporar o que existe de mais moderno em termos de boas práticas empresariais para não perder protagonismo

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imagem de uma plantação

O agronegócio teve a maior participação no PIB brasileiro em 13 anos, segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que demonstra que as exportações brasileiras somaram US$ 96,01 bilhões ao longo de 2017, registrando crescimento acima de dois dígitos.

Podemos afirmar que o agronegócio é uma das principais forças motrizes da economia brasileira. E isso não acontece por acaso: muito mais do que a indústria de transformação ou qualquer outro setor produtivo, o agronegócio tem investido vigorosamente no aprimoramento tecnológico e na melhoria de processos.

Parte relevante das empresas ligadas ao agronegócio necessitam de investimentos elevados, e a atração de investidores para a contribuição com esses investimentos está intimamente ligada a duas palavras: gestão e transparência.

Não há como dialogar com o mercado e buscar investidores sem adotar boas práticas de transparência e compliance. Empresas que adotam procedimentos de controle interno e práticas contábeis alinhadas ao que existe de mais arrojado no mercado são muito mais competitivas e oferecem menos riscos financeiros, fiscais e econômicos.

Neste contexto, sobressai o papel da auditoria independente, seja para avaliar se a corporação, por meio de seu processo de gerenciamento de riscos, conhece e administra suas próprias vulnerabilidades, ou para avaliar se o sistema de controle interno é suficiente para mitigar ameaças operacionais, incluindo os riscos de conformidade.

Hoje, a legislação determina que empresas de grande porte devem contratar auditoria independente. O texto legal afirma que deve ser considerada de grande porte “a sociedade, ou o conjunto de sociedades sob controle comum, que tiver, no exercício social anterior, ativo total superior a R$ 240 milhões, ou receita bruta anual superior a R$ 300 milhões” (Lei 11.638, art. 3º).

Mas não são apenas as empresas de grande porte que se beneficiam com as melhores práticas de governança e transparência – dentre as quais as contas auditadas ocupam papel de destaque. Além de contratarem auditoria independente, empresas de todos os segmentos, incluindo o agronegócio, que necessitem atrair investidores para financiar projetos e pesquisas, podem e devem buscar uma consultoria especializada na implementação do que existe de mais moderno em termos de gestão e compliance. É fato: quanto mais transparente for a gestão da organização maior será sua capacidade de atingir seus objetivos estratégicos.

A estrutura de governança, conceitualmente falando, tem o objetivo de minimizar conflitos e otimizar o relacionamento entre acionistas e corpo diretivo / executivo. Essa aproximação normalmente é efetivada por meio da estruturação de um conselho de administração, que, por sua vez, tem a prerrogativa de implantar comitês específicos para auxiliá-lo. Estamos falando, nesse caso, de comitês de ética, gestão de riscos e, principalmente, de auditoria, que terão a responsabilidade de supervisionar a elaboração das demonstrações financeiras com foco em controles internos e riscos.

Para efetivamente agregar valor à organização, o Comitê de Auditoria deve ir além da supervisão da elaboração e da qualidade das demonstrações financeiras. Ele deve, também, prestar-se ao papel de apoiador do conselho de administração na difusão dos valores éticos e de conduta.

Como se vê, em qualquer estrutura empresarial que queira expandir-se – inclusas as empresas do agronegócio –, a auditoria e as demais estruturas de transparência e gestão são determinantes para a conquista dos objetivos almejados. E vale sempre ressaltar que, sendo o Brasil um importante exportador de insumos agropecuários, sua concorrência se dá em nível global. Ou seja: o agronegócio brasileiro compete com players do mundo todo.

É hora de repensar estratégias e de buscar esse alinhamento ao que existe de mais avançado no mundo. Somente assim nossa vanguarda e protagonismo estarão assegurados.

André Luiz Monaretti, sócio-líder de Agronegócio da KPMG no Brasil
Giacomo de Paula, sócio-diretor de Agronegócio  da KPMG no Brasil

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