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A saudável gestão de riscos na comercialização de commodities

A saudável gestão de riscos em commodities

Agronegócio

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Os produtores brasileiros de commodities, em especial os do agronegócio, nesta fase em que o petróleo está no epicentro da Operação Lava Jato, têm sido os principais responsáveis pela sustentação de nossas exportações e da balança comercial. No entanto, a despeito do dinamismo, eficiência e rentabilidade do setor, ele também está exposto a riscos, que podem ter impactos negativos nos resultados contábeis e financeiros de suas empresas.

Por isso, é de extrema importância a gestão de riscos na comercialização de seus produtos, cujos preços podem sofrer variações abruptas devido às oscilações de oferta e demanda no mercado internacional, cada vez mais instável, e à quebra ou excesso de safras em países concorrentes na produção ou grandes consumidores. A flutuação do câmbio é outro fator a ser considerado na venda de commodities. O gerenciamento de riscos também deve merecer a atenção dos compradores, principalmente aqueles que terão de revender os produtos. É o caso, por exemplo, de frigoríficos ou companhias exportadoras, que adquirem dos produtores e comercializam no mercado externo.

É válido que as empresas, nas operações de comercialização de commodities, saibam eleger, conforme suas necessidades imediatas, metas e estratégias, a melhor e mais segura alternativa para a venda: à vista, com o pagamento imediato e entrega das mercadorias; mercado a termo, no qual há o compromisso de venda, em data futura, por um preço fixado no dia da negociação, com liquidação integral no vencimento; ou mercado futuro, semelhante ao anterior, mas com ajuste diário dos compromissos.

Este último é uma alternativa interessante para mitigar os riscos, para todos os elos das distintas cadeias produtivas ligadas às commodities. O mercado futuro, no qual os negócios são realizados exclusivamente em bolsas, como a brasileira BM&FBovespa, costuma abarcar boa liquidez e mais transparência e segurança. A vantagem dessa opção é que os ajustes dos compromissos contratados são diários, possibilitando uma apuração equilibrada de perdas e ganhos de compradores e vendedores. Em contrapartida, exigem-se movimentação financeira razoável, devido ao fluxo diário, e depósitos e garantias.

É preciso considerar, ainda, os casos nos quais o contrato no mercado futuro ou a termo tem o dólar como referência. Nessas situações, a variação cambial pode ter impactos no fluxo de dinheiro necessário para cobrir as obrigações diárias de ajustes ou liquidação total no vencimento da operação. Por isso, é importante, além do mecanismo de proteção ao preço, resguardar-se com uma ferramenta de gestão atrelada ao câmbio.

É muito importante que as empresas compreendam e analisem toda a complexidade do mercado de commodities e as distintas possibilidades de comercialização, analisando esses fatores e seus impactos nos seus fluxos de caixa. Tais cuidados são essenciais para definir estratégias capazes de reduzir os riscos financeiros. É preciso um olhar amplo para toda a operação, prazos e compromissos, considerando-se preços, oscilações do mercado e o fator cambial. As commodities são um ótimo negócio, mas a eficácia da análise relativa a cada operação é a chave para o sucesso nesse complexo mercado.

A KPMG no Brasil possui uma larga experiência no setor de agronegócio e possui expertise e ferramentas para auxiliar empresas e produtores rurais neste assunto. Caso queira conversar mais sobre este tema ou demais desafios que envolvem o seu negócio, entre em contato com a nossa equipe. Estamos à disposição.

André Monaretti é sócio da KPMG no Brasil e líder de Agribusiness no Brasil

Rafael Klug é sócio da KPMG no Brasil

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