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IFRS 16 - Arrendamentos - 10 perguntas para se preparar para a adoção

IFRS 16 - Arrendamentos

O que você precisa pensar ao planejar a implementação da nova norma.

Sócio - Departamento de Práticas Profissionais e de Mercado de Capitais

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IFRS 16 - Arrendamentos

O que você precisa pensar ao planejar a implementação da nova norma?

A nova norma de arrendamento terá um impacto significativo em quase todas as empresas. Quanto maior o seu portfólio de arrendamentos maior o efeito nos seus principais indicadores financeiros.

Os clientes com que converso já entendem que haverá mais arrendamentos no balanço em 2019. Entretanto, seus maiores desafios estão sendo: verificar qual a melhor opção de transição para sua empresa e como eles vão reunir os dados necessários para a implementação, passando por eventuais mudanças em seus sistemas contábeis.

Faça as perguntas certas

Planejar um projeto de implementação de uma nova norma contábil leva tempo e exige cuidado. Você pode iniciar utilizando as 10 perguntas que formulamos e que apresento abaixo. Elas vão ajudá-lo a ter uma ideia do tamanho do desafio pela frente.

Primeiro, questione-se: (1) Quantos arrendamentos sua empresa possui? – não subestime! Provavelmente vocês arrendam mais coisas do que você pensa; (2) Consulte e questione quais áreas mantêm as informações acerca de contratos de longo prazo de arrendamento. Busque identificar se há um repositório centralizado ou se as informações são mantidas por cada unidade de negócio.

Agora que você já sabe um pouco sobre o passado, busque (3) considerar quais novos contratos de arrendamento você irá efetuar até 2019 (data de vigência da nova norma); esta etapa será importante, para que você possa neste momento identificar e mapear oportunidades negociais. A pergunta mais comum que vejo é (4) qual o impacto da nova norma nos meus principais indicadores financeiros (por exemplo, lucro líquido, EBITDA/LAJIDA, alavancagem ou retorno sobre ativos). Ao considerar os impactos em seus indicadores, verifique, inclusive (5) se a alteração a nova norma impactará significativamente seus covenants. Há muitos contratos que preveem ajustes em função de alterações em práticas contábeis, porém nem todo mundo tomou esse cuidado ao contratar. Assim, uma conversa com seus credores pode ser necessária.

Então comece a se preparar e considerar: (6) qual o método de transição que irá adotar? Sua empresa irá adotar o método retrospectivo, que demandará mais preparação; ou o método prospectivo, que será menos custoso porém diminuirá a comparabilidade das informações financeiras de sua empresa? Há, inclusive, (7) isenções opcionais que podem ser consideradas na adoção da nova norma, como a de contratos de curto prazo e de baixo valor. Estas isenções podem diminuir os custos da adoção e irão poupar tempo!

Assim, reconsidere e se prepare até a adoção, verificando:

(8) seus arrendamentos operacionais estão atualmente divulgados nas demonstrações financeiras em sua totalidade e com precisão? Não tenha surpresas ruins quando adotar a nova norma;

(9) como será sua divulgação sobre a adoção da IFRS 16 ao longo de 2017 e 2018? Seu regulador e investidores esperam ser adequadamente informados;

(10) quem está à frente, e envolvido, no seu projeto de implementação da nova norma? Se você não sabe, provavelmente deveria ser você! 

E ai, como você se saiu? Se conseguiu responder ao menos 5 das perguntas
acima, você está no caminho certo. Se não, preocupe-se e mãos à obra.

Enfrentar cada uma dessas perguntas agora será um primeiro passo, mas há
outras coisas que você precisa considerar.

Não subestime o tamanho do esforço

Muito antes de 2019 você vai ter que se familiarizar com o conteúdo de seus
contratos de arrendamento. Não há outra maneira de encontrar os dados que você precisa para fazer os cálculos necessários. E você vai gastar muito tempo verificando aquilo que foi efetivamente contratado e considerando as estimativas necessárias em seus cálculos.

Para alguns de meus clientes o maior desafio foi descobrir onde a informação
é armazenada e quem a possui – ainda na questão 2 das perguntas acima. Isto é uma verdade frequente para grandes grupos, que operam em muitos países. Outros ainda estão lidando com questões de julgamento - como a definição de quais dos seus muitos contratos representam, de fato, um arrendamento.

Converse com todos os envolvidos, internos e externos

A maioria dos analistas já faz estimativas dos passivos de arrendamento das
empresas. Pela primeira vez, eles poderão confirmar suas estimativas e serão
capazes de comparar empresas com diferentes estratégias em relação a
arrendamentos. Você precisará estar pronto para explicar os impactos em suas demonstrações financeiras.

Nenhum analista ou investidor ficará surpreso quando suas obrigações de arrendamento aumentarem. A maioria vai agradecer as informações adicionais, mas é importante que eles saibam o que esperar e que não sejam surpreendidos pelo número real quando vê-lo.

Indo direto ao ponto: se seu passivo de arrendamento revelar-se muito
diferente das estimativas dos seus analistas, o tom da conversa resultante e a reação do mercado pode ser potencialmente ruim!

Isso realmente importa

Os reguladores e outras partes interessadas também estão prestando muita atenção.

Todos esperam que as divulgações sobre os impactos se tornem mais robustas e específicas à medida que nos aproximamos de 2019. Isso coloca suas demonstrações financeiras para 2017 e 2018 em destaque.

Então, você está pronto?

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