Estranho no ninho

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Por que empresas familiares precisam de profissionais que não sejam membros da família?

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Em seu cerne, o propósito das empresas familiares é sustentar a família, claro. Então por que especialistas dizem que é importante ter profissionais que não sejam membros da família ocupando cargos de liderança ou fazendo parte do Conselho de uma organização dirigida por membros da família? E como eles podem assegurar uma boa governança? Embora a maioria das empresas dirigidas por famílias mantenha os membros da família no controle, existem diversas razões para trazer um profissional que não seja membro da família para gerenciar as atividades de condução diária do negócio ou para prestar consultoria sobre questões relacionadas ao Conselho da empresa.
 
Junto com seu conjunto único de habilidades, esses executivos de fora da família podem trazer diferentes perspectivas e ideias inovadoras

Razões para contratar um profissional que não faz parte da família:

Primeiramente, existe uma concepção errada de que um profissional que não faz parte da família não é capaz de entender a cultura, os compromissos e as aspirações da empresa. Esses temores resultam em uma rejeição automática de um profissional de fora, principalmente se ele impor ideias e contestar as ações dos colegas. Contudo, esses temores são superados pelo impacto positivo que o líder certo, de fora da família, pode ter sobre o desempenho e o sucesso da empresa no futuro.

Junto com seu conjunto único de habilidades, esses executivos de fora da família podem trazer diferentes perspectivas e ideias inovadoras. Em muitos casos, isso acontece devido ao fato de que eles acabam não sendo prejudicados por não ter relacionamentos pessoais próximos com os membros da família. Isso significa que eles podem incentivar um senso maior de profissionalismo e um nível saudável de desafios e discussões em momentos-chave de tomadas de decisão.
 
Uma empresa familiar forte

Líderes extremamente habilidosos de fora da família são capazes de trabalhar e lidar com aspectos interpessoais do ambiente familiar dentro das estruturas da empresa. Eles entendem como cada membro da família se enquadra na organização e qual é a melhor forma de atingir os objetivos da empresa enquanto administram as expectativas pessoais.

Isso também pode transformá-los em bons coachers ou mentores para os membros mais novos da família que enfrentam dificuldades para aprender com seus pais dentro do ambiente de negócios. Se o relacionamento for bem-sucedido, os líderes de fora da família poderão se sentir parte da família em termos do cargo que ocupam e do seu desenvolvimento profissional.

Isso deve resultar no reconhecimento, na autoridade real e na oportunidade de crescer profissional e financeiramente e, ao mesmo tempo, auxiliar a empresa familiar a sobreviver no futuro.

De certo, o executivo líder tem a grande responsabilidade de ter de lidar com o ego de colegas de trabalho que também são seus parentes na hora de contratar alguém de fora para liderar a sua equipe. Nesse ponto, a prudência e o foco no objetivo de desenvolver a empresa devem ser absolutos, mesmo que, à primeira vista, a tomada de decisão gere descontentamento. 

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